Brasil pode ser líder na economia verde

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Economia verde
Brasil pode liderar a economia verde global, porém Estado e sociedade devem compor uma articulação para o enfrentamento dessa questão

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A economia verde é uma preocupação global. O Brasil é extremamente relevante, já que é um dos principais países quando o assunto é meio ambiente.

Porém, há uma grande transformação a ser realizada em diversos setores, principalmente na indústria. Empresários e empreendedores devem receber apoio para esse novo desafio.

Planejar e viabilizar essa transformação exigirá uma articulação da sociedade como um todo e dos diferentes setores econômicos.

A União Europeia, por exemplo, já avançou na definição de uma taxonomia para identificar quais atividades econômicas e sob quais condições estas podem ser consideradas “verdes”.

Como Brasil pode se destacar na economia verde?

O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e o potencial para ser um dos poucos países a alcançar a neutralidade de emissão de carbono até 2050.

Sendo assim, o país pode se tornar o principal líder global da economia verde. No entanto, há um dever de casa importante a ser feito que inclui priorizar a inovação e novas tecnologias que acelerem a transição energética industrial.

Se o país e a sociedade como um todo de fato estabelecerem a garantia do saneamento básico como uma prioridade, esse setor será fundamental para essa transformação de paradigma.

Juntando os pontos dessa reflexão. Temos a obrigatória transformação para uma economia de baixo carbono.

Ao mesmo tempo, o Brasil ainda enfrenta o desafio de universalizar o acesso a esses dois direitos humanos, dado que 36,3 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável e 97,2 milhões não têm coleta de esgoto.

O que será feito?

Em 2020 o Congresso Nacional aprovou a Lei Federal No 14.026, que estipulou a meta de universalizar o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário em todo território nacional até 2033.

Sendo assim, para alcançar esse cenário, as estimativas tratam da necessidade de viabilizar investimentos da ordem de R$ 700 a 900 bilhões.

De forma muito prática, o papel do saneamento básico nesse processo deve considerar seu potencial de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e sua capacidade de ser um vetor de adaptação climática fundamental.

O aproveitamento do biogás no manejo dos resíduos do setor é primordial e deve passar a ocupa um lugar de prioridade.

Outra questão essencial é dar maior centralidade às ações de adaptação dos sistemas produtores de água, buscando criar operações mais resilientes aos extremos climáticos.

O ponto de partida é ter clareza de que essa transformação não se dará sem uma orientação clara das políticas públicas e sem uma forte participação social.

Em suma, Estado e sociedade devem compor uma articulação para o enfrentamento dessa questão.

Em tempos de COP-27, podemos perceber nitidamente os desafios de solucionar problemas complexos, com o compartilhamento de bens comuns e que exigem soluções integradas.

A política precisa ser capaz de observar essa quadratura e criar as condições para promover e incentivar essa transição.

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