Empréstimo com garantia de imóvel – o que é, como funciona, vantagens e muito mais

Leia em 15 minutos
Tudo sobre Home Equity
Empréstimo com garantia de imóvel: o que é, como funciona, quais são as taxas, como solicitar, etapas do processo e muito mais.

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Nesse artigo você vai conferir tudo que envolve a operação de empréstimo com garantia de imóvel. Você irá tirar todas as dúvidas, saber as vantagens, documentos necessários, quais os melhores bancos para realizar o processo, além de analisar as taxas de juros de todas as linhas de crédito do mercado.

Quando você busca pela modalidade de empréstimo com garantia de imóvel, irá se deparar também com outros nomes:

  • Crédito com garantia de imóvel
  • Home Equity
  • Refinanciamento imobiliário

Todos esses nomes se referem à mesma linha de crédito. Desse modo, quando ver qualquer um desses termos, saiba que se trata da mesma operação.

Afinal, o que é o empréstimo com garantia de imóvel?

É uma modalidade de empréstimo onde você dá um imóvel como garantia na operação. Essa garantia diminui o risco de inadimplência, permitindo que os bancos ofereçam juros mais baixos e prazos mais estendidos.

A segurança dessa operação se dá pela alienação fiduciária, onde o imóvel fica atrelado à instituição financeira até que a dívida seja quitada. Porém, é possível continuar usufruindo do bem.

Certamente você já ouviu o termo “hipoteca” nos filmes americanos. É uma modalidade parecida com o Home Equity, porém aqui no Brasil é justamente a alienação fiduciária que diferencia essas duas operações.

Vantagens do empréstimo com garantia de imóvel

Essa modalidade de empréstimo possui diversas vantagens, principalmente as taxas de juros. Por haver um imóvel em garantia, os bancos conseguem oferecer uma taxa bem mais baixa do que outros empréstimos.

O prazo estendido também é uma grande vantagem do Home Equity, podendo pagar em até 240 meses (20 anos).

Além disso, é possível emprestar uma alta quantia de dinheiro, até 60% do valor do imóvel.

Sendo assim, o dinheiro pode ser utilizado para diversas finalidades. Por isso, muitos empreendedores estão optando por essa modalidade de empréstimo.

Como funciona o empréstimo com garantia de imóvel?

Como funciona o Home Equity

Como o próprio nome já diz, é necessário dar um imóvel como garantia nessa operação. Existem muitas dúvidas a respeito dessa transação, porém é um processo seguro que possui muitos benefícios para quem precisa solicitar o crédito.

Para esclarecer ainda mais essa modalidade de empréstimo, acompanhe a seguir uma série de perguntas e respostas:

Quem pode solicitar o Home Equity?

Tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas podem solicitar o crédito com garantia de imóvel, bastando ter um imóvel para dar como garantia na operação.

É claro que é preciso também comprovar renda. Além disso, o imóvel passa por uma avaliação para ser aceito, de fato, no processo.

Muitos empreendedores estão recorrendo ao empréstimo com garantia de imóvel, pois os juros baixos são muito atrativos, além de ter um prazo estendido com parcelas que cabem no bolso.

Veja como funciona o empréstimo com garantia de imóvel para empreendedores:

Qual valor pode ser solicitado?

Nessa operação, é possível garantir até 60% do valor do imóvel. Desse modo, quanto maior o valor do imóvel, mais dinheiro será liberado para o solicitante.

Em valores, no Home Equity você pode fazer um empréstimo de R$ 50 mil até R$ 4 milhões, desde que a parcela não comprometa mais de 30% da renda do solicitante.

Pode usar o dinheiro para qualquer finalidade?

Essa é uma das maiores vantagens do crédito com garantia de imóvel. O solicitante não precisa especificar qual o objetivo do empréstimo.

Sendo assim, as finalidades são diversas. Muitas pessoas solicitam o Home Equity para quitar dívidas com juros mais altos, como cheque especial e cartão de crédito. Além disso, também usam o dinheiro para reformar a casa, pagar faculdade dos filhos, fazer um curso no exterior. Enfim, não existe uma regra de como gastar esse dinheiro.

Já os empreendedores estão solicitando o Home Equity para garantir capital de giro ou até mesmo para expandir sua empresa. Sendo assim, é também uma excelente oportunidade para quem quer investir no negócio próprio.

Como podemos observar, o empréstimo com garantia de imóvel pode ser uma alternativa muito bem-vinda em vários momentos, podendo realizar sonhos que antes pareciam impossíveis.

Precisa comprovar renda?

Muitas pessoas acham que por dar um imóvel como garantia no processo, não é necessário comprovar renda. No entanto, é preciso sim.

A garantia é apenas uma segurança para que o banco possa oferecer taxas de juros mais baixas e prazo estendido. Porém, é claro que você precisa comprovar que terá condições de arcar com as parcelas do empréstimo. O banco precisa ter a certeza de que não correrá risco de inadimplência.

Contudo, alguns bancos são mais flexíveis na hora de solicitar a comprovação de renda. Muitas vezes são aceitos extratos bancários, o que facilita bastante o processo, principalmente para autônomos que não possuem um documento exato que comprove a renda.

Lembrando que as parcelas do empréstimo não podem comprometer mais de 30% da renda do solicitante.

Pode compor renda? Com até quantas pessoas?

É possível compor renda no empréstimo com garantia de imóvel, porém alguns bancos são mais flexíveis em relação a essa questão.

Em algumas instituições financeiras é possível compor renda com até 3 pessoas, não necessitando ter grau de parentesco. Já outras instituições são mais rigorosas, permitindo somente cônjuge ou parente de primeiro grau.

Quais imóveis são aceitos?

É preciso ter em mente que uma das etapas mais importante do processo de Home Equity é a avaliação do imóvel. Portanto, existem muitos detalhes que são levados em consideração pela instituição financeira.

Em geral, são aceitos casas, apartamentos e salas comerciais. No entanto, toda a documentação do imóvel será analisada e será emitido um laudo técnico aprovando ou não a garantia da operação.

Os bancos geralmente não aceitam terrenos, somente em raríssimas exceções como em condomínios fechados em algumas cidades específicas.

Para mais detalhes, assista o vídeo a seguir:

Pode perder o imóvel?

Nessa operação, o imóvel fica alienado até que o devedor quite a dívida. Com a quitação das parcelas, o contrato chega ao fim e o imóvel não fica mais atrelado ao banco.

Porém, caso haja inadimplência, o banco pode pegar o imóvel para ressarcimento da dívida. No entanto, as instituições preferem negociar o saldo devedor para facilitar o processo, já que acaba saindo muito caro e ainda corre o risco de não recuperar todo o valor emprestado.

Pode continuar morando no imóvel?

Apesar do imóvel ficar atrelado ao banco, o proprietário pode continuar usufruindo do bem. Portanto, pode continuar morando no imóvel sem problemas.

Caso queira alugar a propriedade, também é permitido.

Desse modo, a alienação fiduciária permite que a instituição financeira tenha posse indireta do bem e o cliente tem a posse direta e usufruto.

O imóvel precisa estar quitado?

O imóvel não precisa estar totalmente quitado. Uma dica é usar parte do empréstimo para quitar a dívida ativa.

Por exemplo, supondo que seu apartamento vale R$ 500 mil e você pode pegar 50% do valor do imóvel. Caso tenha que pagar R$ 100 mil para quitar o imóvel, ainda irá “sobrar” R$ 150 mil para outras finalidades.

Desse modo, o Home Equity é uma operação bastante flexível e se encaixa em diversos perfis de cliente.

Pode vender o imóvel?

Uma das dúvidas mais recorrentes é sobre a venda do imóvel durante a vigência do contrato. É possível vender o imóvel, sim!

Porém, é necessário quitar o restante da dívida com a instituição que forneceu o empréstimo. Nesse caso, pode ser feito o IQ (interveniente quitante).

Mas, o que é interveniente quitante?

Muitas pessoas podem confundir interveniente quitante com portabilidade de crédito. Porém, na portabilidade o prazo de pagamento e valor do empréstimo não alteram, não sendo possível solicitar mais dinheiro no novo banco.

Contudo, o processo de interveniente quitante é mais flexível, já que permite alterar valores e prazos. Porém, nos dois processos a nova instituição financeira liquida o débito para que seja possível colocar o bem em uma outra operação.

O interveniente quitante é uma ótima alternativa para quem quer vender um imóvel que ainda não está totalmente quitado.

A segunda instituição deve quitar o restante da dívida, ou seja, o saldo devedor não passa de uma empresa para outra. Logo, esse processo não é considerado uma transferência.

Assista o vídeo abaixo para entender melhor:

Pode ser imóvel de terceiros?

Sim! Por isso o Home Equity é tão acessível para várias pessoas. O imóvel não precisa estar no nome de quem está solicitando o crédito.

No entanto, é claro que o proprietário do imóvel irá assinar documentos e fará parte de todo o processo.

Lembrando que a documentação do imóvel precisa estar dentro das normas do banco e todos os imóveis passam por uma avaliação técnica.

É seguro?

Em qualquer modalidade de empréstimo, é preciso tomar cuidado antes de solicitar o crédito. É importante pesquisar muito bem a empresa e também ficar atento(a) para não pagar nada antecipadamente.

Confira dicas para não cair em golpe no empréstimo:
  • Oferta muito atraente pode ser golpe. Portanto, desconfie se te oferecem muito dinheiro a juros mínimos, fora da realidade do mercado.
  • Pesquise as instituições que possuem boa reputação. No site Reclame Aqui você pode consultar informações sobre a empresa, assim como no Google.
  • Não faça pagamento antecipado. Empresas confiáveis nunca irão pedir dinheiro adiantado;
  • Se o contato for realizado via WhatsApp, certifique-se que é um especialista do setor. Faça pesquisas para confirmar.
  • Verifique o endereço da empresa e tenha certeza de que ela opera realmente nesse local;
  • Busque o Instagram da empresa, canal no YouTube e site. Acompanhe as postagens, comentários, depoimentos de clientes, assim terá a certeza de que é uma empresa confiável.

Quanto ao empréstimo com garantia de imóvel, saiba que é uma operação extremamente segura e regulamentada pela alienação fiduciária.

Afinal, o que é alienação fiduciária?

O Home Equity se diferencia da hipoteca justamente por conta da alienação fiduciária, pois foi uma maneira de assegurar a operação no Brasil. Com isso, os bancos continuaram a realizar esse tipo de transação sem correr grandes riscos.

Portanto, alienação fiduciária é uma transferência de um bem com confiança. Ou seja, o devedor passa o bem para o nome do credor para que haja confiança que a dívida será paga.

Apesar do proprietário continuar usufruindo do imóvel, o bem fica vinculado à instituição financeira até que a dívida seja quitada. Essa informação é inserida no registro do imóvel. 

No caso de falecimento do devedor, a dívida passa a ser responsabilidade dos herdeiros.

Lei nº 9.514/97 institui a alienação fiduciária. De acordo com o art. 22:

A alienação fiduciária regulada por esta Lei é o negócio jurídico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao credor, ou fiduciário, da propriedade resolúvel de coisa imóvel.”

Pode fazer Home Equity estando negativado?

Sim! Muitas vezes, pessoas negativadas não conseguem nenhum empréstimo. Porém, no Home Equity é possível por haver uma garantia no processo. Até porque você pode pegar parte do dinheiro emprestado e quitar sua dívida antiga.

Esse é um método muito adotado por quem busca o empréstimo com garantia de imóvel. Dívidas com juros altos são substituídas por parcelas com juros mais baixos e o prazo estendido facilita o pagamento.

Confira o vídeo a seguir para mais detalhes:

Etapas do empréstimo com garantia de imóvel

Etapas do Home Equity
Análise de crédito

O banco analisa a condição do cliente de acordo com a renda apresentada, histórico financeiro e endividamento ativo no mercado. Todas as pessoas envolvidas passam por essa análise, sendo a principal etapa do processo.

Essa é uma etapa muito importante, pois diz respeito ao seu comportamento financeiro no mercado. Então, deixar todos os seus documentos em mãos ajuda bastante. Inclusive, o seu registrato que é o documento retirado diretamente no BACEN (Banco Central).

Análise do imóvel

Nessa etapa, o banco analisa a garantia da operação, ou seja, o imóvel. Todas as instituições possuem uma empresa de engenharia terceirizada. Portanto, um técnico vai até o imóvel para elaboração do laudo que tem como base o estado de conservação do bem e o preço do metro quadrado da região. Além disso, é feita uma pesquisa de amostragem, que analisa os imóveis com metragens iguais ou semelhantes no mesmo perímetro.

Com a aprovação do imóvel, é possível confirmar o percentual exato da obtenção do crédito, já que isso varia de acordo com o valor do bem.

Lembrando que imóveis de madeira não são aceitos, pois esse mesmo laudo é utilizado pela seguradora.

Análise jurídica

Nessa etapa, solicitam as certidões negativas das pessoas envolvidas e do imóvel para analisarem o risco jurídico.

Por exemplo, se a pessoa tiver uma certidão positiva de débitos trabalhistas que possa gerar algum tipo de penhora em cima da garantia, já é motivo para o declínio da proposta por parte da instituição. Por outro lado, se o cliente tem uma certidão positiva com efeito de negativa, onde consta que apesar de ter um débito, o mesmo está em dia, a tendência é que isso não venha a ser empecilho.

Emissão do contrato

O cliente pode assinar o contrato de forma física ou digital.

O contrato identifica todas as condições do processo e o mesmo será utilizado para o registro do empréstimo junto ao registro de imóveis.

Registro de imóveis

Essa é a última etapa para a liberação do recurso!

O registro de imóveis é responsável pelo registro dos processos imobiliários. O ofício sempre será responsável pelo imóvel, mesmo que o proprietário more em outra região.

Legalmente, o cartório possui 30 dias para finalizar o processo. Esse prazo divide-se em 15 dias para análise da documentação e 15 dias para o registro, fornecendo uma certidão de inteiro teor no final.

As exigências do ofício dependem de cada estado, por isso cada um possui sua própria tabela de emolumentos (custos), respeitando sempre as normas.

Liberação do recurso

Após o registro, o banco confere todos os arquivos para, então, liberar o dinheiro na conta corrente do cliente.

Documentos necessários

No Home Equity, basicamente serão necessários os documentos pessoais, documentos para a comprovação de renda e a documentação do imóvel.

Documentos pessoais:

  • Identificação com foto – Caso for casado, deverá apresentar documento do cônjuge também;
  • Documento do estado civil – certidão de nascimento (solteiro) ou certidão de casamento (casado);
  • Comprovante de endereço;
  • Contrato social da empresa em caso de pessoa jurídica.

Documentação de renda:

  • Assalariado – imposto de renda, últimos extratos bancários e os 3 últimos holerites;
  • Funcionário público – imposto de renda, 3 últimos contracheques e os últimos extratos bancários;
  • Empreendedor – imposto de renda, contrato social da empresa, faturamento com o contador, extratos bancários.

Importante ressaltar que quanto mais conseguir comprovar a renda, melhor fica a taxa de juros, pois para o banco o risco é menor.

Documentação do imóvel:

  • Matrícula atualizada;
  • IPTU;
  • Fotos do imóvel.

Para que o processo seja mais ágil, é importante enviar todos os documentais legíveis, de preferência em PDF e com os devidos nomes nos arquivos para que o analista possa organizá-los com mais rapidez.

Para mais detalhes, assista o vídeo a seguir:

Cartório de registro de imóveis

Em primeiro lugar, o cartório de registro de imóveis atua especialmente com serviços relacionados ao setor imobiliário. Portanto, é um local para consulta de qualquer transação envolvendo imóveis. Por meio da emissão de certidões, é possível encontrar todos os dados sobre determinado imóvel, inclusive suas restrições e impedimentos para a compra e venda.

Sua função é arquivar um histórico completo de todos os imóveis, garantindo a autenticidade e segurança. Sendo assim, cada bem possui um número de matrícula com seus registros e averbações.

Dentre os serviços do cartório de registro de imóveis, temos a alienação fiduciária que é essencial no empréstimo com garantia de imóvel.

Sendo assim, essa alienação fiduciária fica no registro do imóvel até que a dívida seja quitada por completo. Ou seja, o imóvel fica alienado ao credor.

Quanto aos custos, cada estado possui sua própria tabela de emolumentos. Portanto, é necessário consultar os valores separadamente. Para isso, basta procurar no Google a tabela de preços do estado e do ano vigente.

Taxas do empréstimo com garantia de imóvel

Taxas de juros

A taxa de juros nada mais é que o lucro que as instituições têm sobre a operação e que recaem sobre linhas de crédito como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamento, consignado, entre outros. A taxa pode ser pré-fixada ou pós-fixada, dependendo de cada produto e também do cliente.

Taxas pré-fixadas do Home Equity

Como o próprio nome já diz, essas taxas já são pré-definidas quando contrata o crédito, ou seja, você sabe exatamente quanto vai pagar mensalmente, sem nenhuma variação de valor na prestação. Portanto, essa taxa não depende do momento econômico do país. Porém, se o seu prazo de pagamento é de até 10 anos, a dica é optar pelas taxas pós-fixadas.

Taxas pós-fixadas do Home Equity

Geralmente essa taxa é mais barata do que as pré-fixadas, porém possui correção monetária conforme a economia, ou seja, é calculado pela inflação. Essa incidência se dá por indexador, sendo assim o mais utilizado no Home Equity é o IPCA.

Na prática, o banco calcula os juros ao mês + IPCA do mês para somar ao valor da parcela.

Indexador
IPCA

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é regido pelo IBGE, sendo o índice oficial de inflação do Brasil. Calcula-se desde o dia primeiro ao último dia do mês, medindo o valor à vista pago pelos fornecedores e consumidores em prestação de serviços, aluguéis, serviços públicos, entre outros.

Taxa de imposto

A única taxa de imposto do Home Equity é o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que incide nos imóveis comerciais, imóveis adquiridos por pessoa jurídica ou no refinanciamento de imóvel. Outras operações também possuem esse imposto como cheque especial, empréstimo pessoal, cartão de crédito, entre outros. Esse imposto precisa ser pago, pois as instituições financeiras têm a obrigação de repassar o valor ao governo.

Taxas de seguro

O Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) estipula regras básicas com relação às operações de crédito imobiliário em geral. O Banco Central incluiu o Home Equity nesse sistema através da resolução BACEN 4.676/2018, a qual exige a contratação obrigatória de cobertura securitária para todas as modalidades de crédito imobiliário.

De acordo com a resolução, o seguro é obrigatório no Home Equity, garantindo a cobertura tanto em casos de morte e invalidez permanente (MIP), como também nos casos de danos físicos ao imóvel (DFI).

MIP

O MIP garante que o imóvel será quitado adequadamente caso ocorra algum sinistro por morte ou invalidez permanente. Desse modo, o banco receberá o valor restante da dívida do empréstimo e o cliente e seus descendentes não precisam se preocupar com o destino do imóvel.

Calcula-se o valor do seguro conforme a idade do proponente mais velho da operação e valor do empréstimo, logo algumas instituições financeiras recalculam o valor conforme o cliente for ficando mais velho, aumentando gradativamente o valor e outros vão baixando conforme o saldo devedor do empréstimo do cliente.

DFI

Já o DFI cobre casos de sinistro que podem ser alagamentos, incêndios, desmoronamentos, sendo concedido o valor para recuperação conforme o dano. Isso garante ao banco que o imóvel não perca seu valor e ao cliente o conforto de contar com o seguro em caso de danos físicos.

Para saber o valor do seguro, calcula-se um percentual de alíquota sobre o valor de mercado.

Por exemplo: se um imóvel tem valor de R$ 500 mil e a alíquota do seguro é de 0,00735%, o valor do seguro será de R$ 36,75 mensais.

CET (Custo Efetivo Total)

Analisar o CET é muito importante na hora de fechar um negócio, por isso não se deve olhar somente as taxas de juros de uma operação, mas sim todos os custos embutidos nela.

O CET é composto por:

  • Tarifa de administração
  • Tarifa de análise de crédito
  • Impostos
  • Seguros

Portanto, mesmo que um banco ofereça taxa de juros mais baixas, é importante analisar todos os custos da operação, pois pode acontecer de outro banco oferecer uma taxa de juros um pouco mais alta, porém com o CET mais baixo.

Quando uma instituição financeira envia uma proposta de empréstimo, todos os custos estarão citados nessa proposta. Uma dica é, com a proposta em mãos, ir para o site do Banco Central (calculadora do cidadão) e preencher todas as informações. Desse modo, o site irá calcular o CET para você.

Além do CET, existem ainda os indexadores, que corrigem o valor pós-contratação. Porém, os bancos não incluem o indexador na conta, pois não tem como prever a porcentagem futura.

Para mais detalhes sobre o CET confira o vídeo a seguir:

Empréstimos mais populares e suas respectivas taxas de juros ao ano

Tabela juros
Empréstimo com garantia de imóvel

Essa é a modalidade de empréstimo com os juros mais baixos do mercado. Visto que a pessoa dá um imóvel como garantia, o risco de inadimplência é muito menor. Com isso, os bancos oferecem taxas de juros mais baixas, além de ser possível emprestar um alto valor de dinheiro. As taxas variam entre 15 e 18% ao ano.

Empréstimo pessoal

Essa é uma das modalidades mais populares do mercado. No crédito pessoal não é necessário ter um imóvel como garantia para obter o empréstimo, por conta disso os prazos das parcelas são menores, variando de 1 a 40 meses. Mas, como o risco de inadimplência é maior, as taxas de juros costumam ser mais altas. No Itaú a taxa chega a 62% ao ano.

Empréstimo Consignado

No empréstimo consignado, a pessoa também dá uma garantia, porém essa garantia é o próprio salário. Ou seja, as parcelas são descontadas na folha de pagamento, contracheque, holerite ou benefício do INSS. Vale ressaltar que o valor das parcelas não pode passar de 30% da renda.

No caso do crédito consignado privado, em média, as taxas são de 38% ao ano (a.a). Enquanto no consignado público a taxa pode chegar a 19% a.a. Esses números são do banco Itaú.

Crédito Rotativo

O cartão de crédito é um empréstimo de fácil acesso para os brasileiros. Nessa modalidade, é oferecido um valor limite e os juros rendem sobre ele, porém só serão cobrados se atrasar o pagamento.

Portanto, se pagar só o valor mínimo da fatura, atrasá-la ou deixar de pagar, entra no crédito rotativo. As taxas de juros dessa modalidade são as mais altas, podendo chegar a mais de 380% por ano.

Cheque Especial

Os bancos disponibilizam essa linha de crédito desde a abertura da conta corrente. É uma opção mais usada em casos de emergência.

Dessa forma, se o correntista usar todo o saldo de sua conta, esse empréstimo é acionado automaticamente. Logo, pode continuar gastando.

Porém, as taxas de juros podem chegar a 164% ao ano.

Quais melhores bancos para buscar o empréstimo com garantia de imóvel?

É preciso fazer muitas pesquisas antes de escolher a instituição financeira ideal para fazer o empréstimo. Por isso, muitas pessoas optam por uma assessoria especializada para ajudá-las a fechar o melhor negócio.

Contar com o auxílio de um especialista agiliza o processo, além de tirar todas as suas dúvidas sobre a operação.

Hoje em dia, existem muitas opções no mercado, porém nem todas te dão o suporte necessário e atendimento personalizado.

Nesse caso, a SejaBest conta com um time de especialistas que estão sempre prontos para te ajudar. Desse modo, estão disponíveis a todo momento, todos os dias da semana.

A SejaBest é uma fintech que oferece muitos benefícios em relação a um banco, principalmente por ser uma empresa que coloca o cliente no centro de todas as suas decisões. Confira a seguir todas as vantagens:

Diferenciais SejaBest

Portanto, é uma fintech que possui várias parcerias e por isso pode encontrar a melhor taxa para você!

Quando o assunto é a escolha da taxa, o ideal é analisar a situação do cliente para saber qual se encaixa melhor. Alguns preferem a taxa pós-fixada (varia de acordo com a economia do país), já outros preferem a pré-fixada.

Confira quais bancos se destacam em cada uma delas:

Taxa pré-fixada

Empréstimo com garantia de imóvel Santander

O Santander é um dos bancos mais procurados pelos brasileiros. É uma ótima opção para quem busca taxa pré-fixada no Home Equity, podendo compor renda com até 2 pessoas e não precisa ter grau de parentesco necessariamente.

Empréstimo com garantia de imóvel Itaú

Muito popular entre os brasileiros, o Itaú está cada vez mais acessível. Com a digitalização de todo o sistema, facilitou o processo do Home Equity, deixando-o mais ágil e simples. Caso o solicitante seja casado(a), só poderá compor renda com o(a) cônjuge. Já solteiro(a), poderá compor renda com mais duas pessoas, sem grau de parentesco necessariamente.

Empréstimo com garantia de imóvel Daycoval

O banco Daycoval não é tão conhecido como o Santander e o Itaú, mas possui as taxas pré-fixadas mais baixas. É uma excelente opção para quem tem interesse no crédito com garantia de imóvel.

Pode compor renda com até 4 pessoas, desde que seja familiar de primeiro grau.

Taxa pós-fixada

Empréstimo com garantia de imóvel Cashme

O banco Cashme vem se destacando no mercado. Isso porque conta com ótimas taxas no Home Equity. Além disso, são mais flexíveis em relação a ceder crédito para pessoas negativadas.

Não existe um limite de pessoas para compor renda e não precisa ter grau de parentesco necessariamente. Sendo assim, é o banco mais flexível nesse quesito.

Empréstimo com garantia de imóvel Pontte

A principal vantagem da Pontte é o prazo de carência para pagar a primeira prestação. O fluxo totalmente digital facilita o processo, tornando-o mais simples e ágil.

Não existe um limite de pessoas para compor renda também, porém exigem que tenha parentesco de primeiro grau.

Empréstimo com garantia de imóvel Libra

A Libra se destaca por ser mais flexível na hora de aceitar a garantia do Home Equity. Além de casas, apartamentos e salas comerciais, também aceitam terrenos rurais, desde que sejam áreas produtivas.

Pode compor renda com até 4 pessoas e não precisa ter grau de parentesco necessariamente.

Quer saber o passo a passo do empréstimo com garantia de imóvel? Assista o vídeo a seguir:

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