Créditos de carbono – nem todos são iguais

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Créditos de carbono
Os créditos de carbono vinculados com governos serão mais seguros do que aqueles negociados com empresas particulares

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O mercado de créditos de carbono vem trazendo mudanças no mundo corporativo, porém ainda gera dúvidas. Muitas estão se comprometendo a ser net-zero e compensar suas emissões de carbono usando eficiência energética, energia renovável ou créditos de carbono.

Porém, esse mercado é variado e nem todos os créditos são iguais. Alguns são vinculados a governos e órgãos de fiscalização, enquanto outros estão ligados a mercados voluntários difíceis de averiguar

Se o Acordo de Paris adotou os créditos, eles são seguros para empresas comprarem. Ou seja, foram examinados e verificados. Essencialmente, ele garante que o dinheiro seja distribuído para as nações que preservam as árvores em suas florestas tropicais.

Mas as empresas querem evitar comprá-los de proprietários que não divulgam totalmente como gastam o dinheiro. Os mercados voluntários, em geral, carecem dessa fiscalização, manchando sua imagem.

REDD+

Foi desenvolvido um crédito verificável chamado ‘Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal’, ou REDD+, no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Ele recompensa um país por salvar suas florestas e é uma solução baseada na natureza.

Sendo assim, o Acordo de Paris adotou esse mecanismo financeiro em 2015. Os governos se responsabilizam por suas terras florestais e como são monitoradas. Em contraste, os créditos voluntários estão vinculados a projetos específicos.

A diferença é relevante. A Natural Capital Partners divulgou seu terceiro estudo anual em setembro do ano passado, que avalia o que as empresas da Fortune 500 estão fazendo para gerenciar seus riscos climáticos.

O documento informa que 38% delas alcançaram um marco climático significativo ou estão publicamente comprometidas em fazê-lo até 2030.

Normalmente, as empresas não podem alcançar a neutralidade de carbono gerando toda a sua eletricidade com energia renovável no local ou aumentando suas estratégias de eficiência energética. Elas têm que entrar em acordos de compra de energia. E têm que comprar créditos de carbono que vão compensar suas emissões.

Por exemplo, elas compram créditos de uma nação de floresta tropical que concorda em salvar suas árvores ou reestruturar suas terras. O desafio com o replantio é que não há garantia de que alguém esteja fiscalizando para garantir o sucesso. Se a biodiversidade se perde, os animais não voltam.

As empresas não podem atingir o net zero apenas com energias renováveis. Eles vão procurar os produtos certos e REDD+ é uma parte extremamente importante da solução climática.

Troca justa

As nações da floresta tropical se esforçaram muito para diminuir sua taxa de desmatamento. As árvores sugam CO2 da atmosfera e, se continuarem vivas, seguirão fazendo isso.

Sendo assim, é a solução da natureza e o remédio mais barato para combater as mudanças climáticas – ainda mais acessível do que as energias renováveis.

Desse modo, desde 2009, o mundo desenvolvido prometeu financiamento para fazer essas árvores valerem mais vivas do que mortas ou usadas para madeira ou agricultura. Mas isso não se concretizou..

As trocas voluntárias de crédito agora alcançam a grande maioria das compensações de carbono. Em vez de lutar contra isso, os norte-americanos e os britânicos optaram em novembro de 2021 por permitir que os créditos voluntários se tornassem parte do Acordo de Paris – se forem auditados.

Mas essas avaliações são feitas por grupos privados, ainda não por integrantes do Acordo de Paris.

Como funciona a negociação?

Os governos estabelecem limites de emissões e as empresas que os têm de sobra podem vender créditos para aqueles que não conseguem.

Assim, à medida que os limites se tornam mais rigorosos, os níveis de CO2 caem. Mas essas plataformas só funcionam quando existem mecanismos de transparência e fiscalização financeira.

Às vezes, as empresas compram créditos porque isso contribui para boas relações públicas. Em outras circunstâncias, elas não entendem as diferenças.

Sob REDD+, há um processo rigoroso: um país deve provar que protegeu sua floresta tropical e fez reduções de carbono antes que os créditos possam ser vendidos.

No mundo corporativo, que cada vez mais promete atingir metas carbono neutro, deve-se entender que o mercado de créditos de carbono é diversificado. Se os governos nacionais emitirem os créditos, o processo será transparente e as árvores serão salvas. E, importante, as pessoas recebem o dinheiro. Se forem negociados em particular, essas garantias não existem.

No Brasil, o BNDES desenvolveu um programa para atender especificamente esse mercado de crédito de carbono.

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