Inflação – IPCA de maio desacelera e fica em 0,47%

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IPCA maio 2022
IPCA em maio é melhor do que o esperado. Maior impacto veio das passagens aéreas que pertencem ao grupo de transportes

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O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial de inflação, registrou 0,47% em maio, desacelerando em relação ao índice de abril. Portanto, foi a menor variação mensal desde abril do ano passado.

Desse modo, nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 11,73%, já os preços ao consumidor subiram em média 4,78% no ano.

O resultado veio melhor do que o esperado, pois as projeções indicavam uma alta de 0,59% no mês de maio e inflação de 12,13% em 12 meses.

Puxadores da inflação

No IPCA de maio, oito dos nove grupos de produtos e serviços tiveram alta. A maior variação veio de vestuário, com alta de 2,11% e impacto de 0,09 ponto percentual (p.p.) no indicador.

Já o maior impacto (0,30 p.p.) veio novamente dos transportes, que subiu 1,34% no mês passado, porém desacelerou em relação à abril (1,91%).

A inflação dos transportes foi puxada pelas passagens aéreas (18,33%), que já haviam subido 9,48% em abril.

Outro item que teve impacto de 0,08 p.p. na inflação de maio foi produtos farmacêuticos, que subiu 2,51% após o governo autorizar um reajuste de até 10,89% no preço dos medicamentos em abril. Sendo assim, o grupo de saúde e cuidados pessoais subiu 1,01%.

Por fim, alimentos e bebidas desacelerou, de uma forte alta de 2,06% em abril para 0,48% em maio, e os demais grupos ficaram entre alta de 0,04% em educação e de 0,72% de comunicação.

Inflação acima da meta

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3,5% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 2% e 5%.

O Banco Central (BC) já admitiu que a meta de inflação deve superar pelo 2º ano seguido o teto da meta.

Para tentar trazer a inflação de volta para a meta, o Banco Central tem feito um maior aperto monetário. A taxa básica de juros (Selic) está atualmente em 12,75% e o BC pretende elevar mais ainda os juros.

Para o próximo ano, a meta de inflação foi fixada em 3,25%, e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Para 2023, a projeção atual do mercado é de inflação de 4,39% e taxa de juros em 9,75% no final do ano.

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