IPCA-15 de agosto tem queda de 0,73%

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IPCA-15 agosto 2022
O IPCA-15 de agosto registrou queda de 0,73%, ficando abaixo do esperado. Os principais responsáveis são os combustíveis

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O IPCA-15 de agosto registrou queda de 0,73%, ficando abaixo do esperado. Trata-se da menor taxa da série histórica, iniciada em novembro de 1991.

Lembrando que em julho houve uma alta de 0,13%.

Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 9,60%, abaixo dos 11,39% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e a menor taxa desde agosto de 2021 (9,30%).

Já no ano de 2022, o IPCA-15 acumula alta de 5,02%. Em agosto de 2021, a taxa havia sido de +0,89%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para o cálculo da prévia da inflação, seis tiveram variação positiva. O resultado de agosto foi influenciado principalmente pela queda no grupo dos Transportes, que contribuiu com -1,15 ponto percentual no índice do mês. Além disso, também houve recuo nos preços dos grupos Habitação e Comunicação.

Já a maior variação e o maior impacto vieram de Alimentação e bebidas (contribuição com 0,24 ponto percentual). Destacam-se, ainda, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais e Despesas pessoais, que contribuíram igualmente com 0,18 ponto percentual no índice.

Veja a prévia da inflação de agosto para cada um dos grupos pesquisados:

  • Alimentação e bebidas: 1,12%
  • Habitação: -0,37%
  • Artigos de residência: 0,08%
  • Vestuário: 0,76%
  • Transportes: -5,24%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,81%
  • Despesas pessoais: 0,81%
  • Educação: 0,61%
  • Comunicação: -0,30%

Combustíveis são principais responsáveis pela deflação

A deflação no grupo dos Transportes deve-se, principalmente, à queda no preço dos combustíveis (-15,33%). Segundo o IBGE, a gasolina caiu 16,80% e deu a maior contribuição negativa ao índice do mês (-1,07 ponto percentual).

Também foram registradas quedas no etanol (-10,78%), gás veicular (-5,40%) e óleo diesel (-0,56%). O subitem passagem aérea (-12,22%) também recuou, após subir quatro meses consecutivos.

Já os veículos próprios (0,83%) continuaram subindo: motocicleta (0,61%), automóvel novo (0,30%) e automóvel usado (0,17%).

No grupo Habitação, a queda está relacionada ao recuo nos preços da energia elétrica residencial (-3,29%). Isso se deve à redução da alíquota de ICMS cobrada sobre os serviços de energia elétrica e às revisões tarifárias extraordinárias de diversas distribuidoras.

Em Comunicação, o destaque ficou com os planos de telefonia fixa e de telefonia móvel, cujos preços caíram 2,29% e 1,04%, respectivamente. Já os aparelhos telefônicos registraram alta de 0,57%, após queda de 0,52% em julho.

Leite é o vilão

O resultado do grupo Alimentação e bebidas (1,12%) foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços do leite longa vida (14,21%), maior impacto individual positivo no índice do mês (0,14 ponto percentual). No ano, a variação acumulada do produto chega a 79,79%.

Outros destaques no grupo foram as frutas (2,99%), o queijo (4,18%) e o frango em pedaços (3,08%). Com isso, a alimentação no domicílio variou 1,24% em agosto.

A alimentação fora do domicílio teve alta de 0,80% em agosto, desacelerando em relação ao mês anterior (1,27%). Tanto o lanche (0,97%) quanto a refeição (0,72%) tiveram variações inferiores às de julho (2,18% e 0,92%, respectivamente).

Planos de saúde puxam alta em saúde

A alta registrada em Saúde e cuidados pessoais foi influenciada pelos planos de saúde (1,22%), correspondente à fração mensal do reajuste de 15,50% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 26 de maio para os planos novos.

Já os itens de higiene pessoal aceleraram de 0,67% em julho para 1,03% em agosto.

Variação do IPCA-15 por cidade pesquisada:

  • Belo Horizonte: -1,58%
  • Recife: -1,44%
  • Fortaleza: -1,31%
  • Curitiba: -1,23%
  • Goiânia: -1,12%
  • Brasília: -1,09%
  • Porto Alegre: -1,01%
  • Belém: -0,91%
  • Salvador: -0,82%
  • Rio de Janeiro: -0,26%
  • São Paulo: -0,11%

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