IPCA de outubro registra alta de 0,59%

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Após 3 meses consecutivos de deflação, IPCA de outubro apontou uma alta de 0,59%. Grupo de Vestuário teve maior alta.

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O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechou outubro em 0,59%, após três meses consecutivos de deflação. Esse é o índice oficial de inflação divulgado pelo IBGE.

O resultado já era esperado, pois já havia sido apontado no IPCA-15, prévia da inflação divulgada no último dia 25.

Desse modo, o IPCA de outubro acelerou em relação ao mês anterior, quando o índice ficou em -0,29%. No ano, o IPCA acumula alta de 4,7% e, nos últimos 12 meses, de 6,47%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta no mês. Apenas Comunicação teve queda, de 0,48%. Veja abaixo as variações de cada grupo no mês e os respectivos impactos em pontos percentuais.

  • Alimentação e bebidas: 0,72%
  • Habitação: 0,34%
  • Artigos de residência: 0,39%
  • Vestuário: 1,22%
  • Transportes: 0,58%
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,16%
  • Despesas pessoais: 0,57%
  • Educação: 0,18%
  • Comunicação: -0,48%

Já os maiores impactos individuais no índice geral foram passagem aérea, que colaborou com 0,16 p.p., higiene pessoal (0,09 p.p.) e plano de saúde (0,05 p.p.).

Alimentos e bebidas

A inflação de 0,72% no grupo Alimentação e bebidas foi puxada pela alimentação no domicílio (+0,80%). Os destaques entre os preços mais altos nessa categoria foram batata-inglesa (+23,36%) e tomate (+17,63%), que contribuíram conjuntamente com 0,07 p.p. no índice do mês. Houve aumentos, ainda, nos preços da cebola (+9,31%) e nas frutas (+3,56%).

Entre as quedas, destacam-se o leite longa vida (-6,32%), que já havia recuado 13,71% em setembro, e o óleo de soja (-2,85%), em sua quinta queda consecutiva.

Saúde de cuidados pessoais

Em Saúde e cuidados pessoais, as maiores contribuições vieram dos itens de higiene pessoal (+2,28%) e planos de saúde (+1,43%), com impactos de 0,09 p.p. e 0,05 p.p., respectivamente. Entre os itens de higiene pessoal, destacaram-se perfumes (+5,71%) e artigos de maquiagem (+3,90%).

Transportes

Os Transportes, que passaram de uma deflação de 1,98% em setembro para uma alta de 0,58% em outubro, tiveram como destaque o recuo dos preços dos combustíveis (-1,27%) bem menos intenso foi menos intenso que no mês anterior (-8,50%).

Gasolina (-1,56%), óleo diesel (-2,19%) e gás veicular (-1,21%) seguiram em queda, enquanto o etanol registrou alta de 1,34%. Além disso, houve aumento expressivo nos preços das passagens aéreas (+27,38%).

Vestuário

O resultado do grupo Vestuário (+1,22%) foi influenciado pelas altas tanto nos preços das roupas masculinas (+1,70%) como das roupas femininas (+1,19%). Nos últimos 12 meses, a variação acumulada do grupo foi de 18,48%, a maior entre os nove grupos que compõem o IPCA.

Habitação

O grupo Habitação (+0,34%) desacelerou em relação a setembro (+0,60%), devido à queda do gás de botijão (-0,67%), cujos preços haviam subido 0,92% no mês anterior, e à desaceleração da energia elétrica (+0,30%) frente a setembro (+0,78%).

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