Modelos de Startups

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Modelos de Startups
Existem muitos modelos de startups que atuam em diversos setores do mercado. Confira cada um deles neste artigo

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Startups se caracterizam principalmente por 3 fatores essenciais: inovação, escalabilidade e flexibilidade. Dentro desse universo, é possível encontrar diversos modelos de startups que atendem diferentes nichos do mercado.

Confira neste artigo quais são esses modelos e qual ramo atuam cada um deles.

Os segmentos em que essas tecnologias podem ser manifestadas no mundo das startups são:

Fintech

Voltadas ao setor financeiro, as fintechs, sem dúvida, estabeleceram uma tendência. Apoiadas pela tecnologia, estabeleceram inovações para diversos serviços financeiros, como empréstimo, financiamento, pagamentos, gestão, entre outros.

As plataformas digitais revolucionaram um setor que atendia de maneira burocrática e demorada, e os serviços digitais impactaram o cenário financeiro tradicional, automatizando processos, acelerando transações e investindo em customer experience.

Edtech 

As edtechs são focadas em educação, aplicando tecnologias que facilitam a aprendizagem e aprimoram os sistemas educacionais.

A tecnologia utilizada é diversa, mas geralmente funciona através de plataformas online que, geralmente, “gamificam” o aprendizado, aumentando sua eficácia, uma vez que essa abordagem é caracterizada, sobretudo, por facilitar a interação pedagógica, proporcionando maior assimilação do aprendizado.

Healthtech ou Medtech

As healthtechs fazem parte do segmento de startups que mais cresce no país. Durante a pandemia houve um aumento de 118% se comparado a 2018 e 2020, segundo dados citados pela Forbes.

Trazendo soluções inovadoras, como marketplaces de saúde, devices médicos, gestão do paciente, prontuário médico e mais, inovaram em um setor tradicional e imerso em instrumentais muitas vezes contra-produtivos. 

Foodtech

Um dos segmentos mais populares de startups, as foodtechs desenvolvem soluções para o setor alimentício. Suas soluções são tão influentes atualmente, que fica difícil imaginar o cotidiano sem a atuação dessas empresas. 

De acordo com o PitchBook, o segmento deve movimentar até R$ 980 bilhões globalmente em 2022, e foca, resumidamente, em soluções tecnológicas voltadas à relação do consumidor com a comida, interferindo diretamente na cadeia produtiva, de distribuição, e até na maneira como nos alimentamos.

Proptech

Os negócios imobiliários também estão sendo reformulados pela tecnologia. As proptechs são startups imobiliárias  que estão reformulando a negociação de imóveis utilizando big data, realidade aumentada, blockchain e outras tecnologias, facilitando as operações entre os envolvidos.

Entre clientes, corretores e compradores, as soluções são diversas, mas com um objetivo em comum: diminuem a burocracia, adicionam camadas de praticidade e agilidade, além de gerar mais confiança.

Lawtech ou Legaltech

O setor jurídico também está sendo impactado pela atuação inovadora das startups. Produtos e serviços que facilitam o dia a dia, como softwares de gestão para advogados ou acordos judiciais baseados em dados, já estão transformando o segmento.

Essas soluções existem e são viabilizadas pelas lawtechs ou legaltechs, que promovem soluções apoiadas pela tecnologia para o setor jurídico.

HRtech ou RHtech

As transformações tecnológicas trouxe mudanças significativas para a área de recursos humanos, e a tendência é que fique cada vez mais tecnológica e apoiada em dados. 

As RHtechs são startups que atuam com recursos humanos, utilizando soluções tecnológicas e inovação voltadas à gestão de pessoas. Essas soluções consistem em softwares de gerenciamento de processos e plataformas que facilitam o processo de recrutamento e seleção, por exemplo.

Energytech

As energytechs, como o nome sugere, são voltadas para o setor de energia, e visam promover soluções energéticas baseadas em sua maioria, em energias renováveis.

Além de energia renovável, as startups desse segmento focam em gestão energética, eficiência energética, aproveitamento de energia e mais. 

Agrotech ou Agtech

Por muito tempo o agronegócio ficou distante das transformações tecnológicas, sobretudo, o campo. As agrotechs tentam mudar essa realidade, usando tecnologia para auxiliar processos voltados para esse setor. 

As soluções são voltadas para a agricultura, pecuária e agronegócio de maneira geral, e tem revolucionado o mercado, otimizando processos essenciais, como o cultivo por exemplo. Com a chamada agricultura de precisão, é possível coletar e analisar dados que determinam as melhores condições para cultivar em determinada época.

Construtech

Com uma cadeia ampla e com um fluxo de etapas intenso, o setor de construção civil precisa de soluções que organizem e otimizem o processo, diminuindo erros e custos. 

Nessa perspectiva, surgem as construtechs, com soluções que visam atender desde o canteiro de obras até a parte administrativa do setor, voltadas para orçamento, gestão, processos e outros. Os produtos e serviços facilitam o acompanhamento de uma obra, por exemplo, ajudando na produtividade, fortalecendo a eficiência e ajudando a evitar erros. 

Insurtech

O setor de seguros é caracterizado por processos burocráticos e demorados. Nesse contexto, as Insurtechs atuam promovendo soluções mais otimizadas e personalizadas, agregando valor e facilitando procedimentos.

Tanto seguradoras, como corretoras e segurados são impactados, já que essas startups atuam no ambiente digital, otimizando processos, principalmente no momento de fazer uma cotação, por exemplo, promovendo  um relacionamento mais ágil e personalizável com o cliente.

Sporttech

As Sporttechs são startups que atuam no mundo dos esportes, criando diversas soluções levando em consideração tanto o atleta quanto o setor esportivo em si. Em comparação a outros segmentos, sua presença ainda está em desenvolvimento.

Entre suas principais atuações podemos citar aplicativos e softwares para acompanhamento de metas para os esportistas, conexões entre clubes e congregações, plataformas de marketplaces e mais.

Govtech

O setor público é conhecido pelos processo e procedimentos complicados. Contudo, essa abordagem está cada vez mais perto de ficar antiquada, uma vez que a transformação digital está alcançando também o setor público.

Frente a esses grandes desafios, as Govtechs visam trazer perspectivas tecnológicas para a gestão pública, desenvolvendo softwares que introduzem sistemas que auxiliam na otimização de procedimentos e serviços, por exemplo, aumentando a eficiência, reduzindo prazos e contribuindo para a transparência, que é imprescindível sobretudo nos órgãos públicos.

Retailtech

Para quem acompanha o varejo, sabe que o setor enfrenta inúmeros desafios recorrentes em vários negócios, como fornecedores, mercado incerto e mais. Contudo, um dos maiores desafios envolvem tecnologia. Acostumadas ao ambiente físico, se atualizar pode ser difícil. 

Nesse contexto, as retailtechs  estão transformando o setor digitalmente e isso não se reduz somente a e-commerces. As startups deste segmento propõem diversas soluções para logística, pagamentos, ambientes virtuais e outros.

Adtech ou Mertech

O mercado de anúncios no ambiente digital vive um de seus melhores momentos. O Google, um dos maiores nomes quando o assunto é anúncio, possui, nessa frente, seu maior faturamento. 

Utilizando dados comportamentais e características dos usuários através de cookies, as Adtechs são startups focadas no gerenciamento de campanhas digitais com uma segmentação geral, já que o foco é chamar a atenção de um público menos definido.

Já as Martechs possuem um leque de atuação maior, como SEO e email marketing, por exemplo, utilizando tecnologias como web analytics e CRM e com um interesse maior em segmentar, definindo um público mais específico. 

Cleantech

As Cleantechs são startups que atuam focadas em sustentabilidade, apoiadas pelo uso de tecnologia em diferentes setores. Entre eles estão: armazenamento de energia, transporte, agricultura, ar e meio ambiente, entre outros. Ao todo, atuam em 8 categorias com diferentes soluções para diminuir o impacto negativo. 

Utilizando tecnologias como machine learning e inteligência artificial, desenvolvem iniciativas para um futuro mais sustentável.  

Nanotech

A nanotecnologia utiliza o conhecimento da matéria em nanoescala, em escala atômica e molecular, para construir estruturas e novos materiais a partir de átomos. 

As Nanotechs atuam em diversos setores, desenvolvendo novos materiais e componentes que visam modernizar setores industriais e tecnológicos. As soluções incluem finas películas para televisores, óculos, computadores e câmeras, por exemplo.

Uma outra abordagem, são as nanopartículas que ajudam a catalisar reações químicas provenientes da indústria, reduzindo os custos e a quantidade de poluentes advindos do refinamento do petróleo e da indústria automotiva, por exemplo.

Funtech

Segundo uma pesquisa global da PwC, o mercado de entretenimento e mídia deve crescer 4,7% até 2025, chegando a movimentar US$38 bilhões. É nesse cenário promissor que as funtechs atuam, isso é, startups voltadas para o setor do entretenimento. 

Apoiadas por tecnologias que incrementam a experiência do cliente, a chamada customer experience (CX), além de UX e o big data, por exemplo, desenvolvem serviços voltados para o streaming, jogos, venda de ingressos para eventos, etc.

Fashiontech

A indústria da moda está tentando se reinventar e para tal, a interseção entre tecnologia e moda é fundamental. Conhecida por sua atuação massiva e em larga escala, ferramentas tecnológicas já são velhas conhecidas. 

Contudo, a abordagem tecnológica das startups consideradas Fashiontechs, desenvolvem soluções ainda visando aumentar a agilidade dos processos, mas principalmente, em construir um setor mais sustentável, como o desenvolvimento de tecidos tecnológicos e cadeias mais sustentáveis. 

Biotech

A biotecnologia desenvolve soluções a partir de uma base biológica, isto é, de organismos vivos, baseados em processos biomoleculares e celulares.

Sendo assim, as Biotechs desenvolvem ou melhoram produtos e serviços, em diferentes áreas de atuação, como agricultura, indústria, medicina, tratamento do solo e outros, estabelecendo novos paradigmas. 

Para tornar esse segmento um pouco mais palpável, podemos exemplificar a atuação das biotechs na agricultura: com o uso dessa tecnologia, é possível introduzir o melhoramento genético de plantas e produzir insumos como fertilizantes.

Indtech

Popularmente conhecidas como “fábricas inteligentes”, as Indtechs desenvolvem soluções digitais que contribuem para o desenvolvimento da indústria, como energia, mineração, construção, etc.

Utilizando tecnologia,  transforma fábricas tradicionais nas chamadas fábricas inteligentes, instaurando processos mais eficientes e automatizando fluxos da linha de produção.

Os armazéns da Amazon, por exemplo, utilizam robôs autônomos, para localizar e transportar mercadorias dentro dos centros de distribuição, estabelecendo uma logística mais eficiente. E vale destacar, que trabalham alinhados com os colaboradores, que finalizam os pacotes. Essa ação otimiza a eficiência em 20%.

Regtech

As “soluções reguladoras” visam facilitar o cumprimento de diversas exigências consideradas obrigatórias, ou seja, normas e leis que legitimam determinadas atividades. Só no Brasil, existem 8 órgãos que são responsáveis pela regularização de fintechs, o que equivale a uma grande oportunidade de atuação.

Nesse sentido, as Regtechs desenvolvem tecnologias com o objetivo de otimizar esses processos regulatórios, como gerenciamento de riscos e dados, por exemplo. Atuando com velocidade, agilidade e automação para facilitar processos e reunir informações relevantes para relatórios, integra e analisa esses dados de maneira fácil e potencializando a eficiência.

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