Sou autônomo, como posso comprovar renda?

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Autônomo comprovar renda
Para quem é autônomo, existem algumas dificuldades na hora de comprovar renda. Acompanhe a seguir como é possível fazer isso.

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Seja para fazer um financiamento ou empréstimo, é necessário provar que você é capaz de arcar com as parcelas da operação. Mas aí surge uma dúvida: se é autônomo, é possível comprovar renda?

Sim, existem várias maneiras de comprovar renda. Confira a seguir:

1. Extrato Bancário

Se você tem uma conta corrente, comprovar renda por meio do extrato bancário é uma das melhores alternativas disponíveis. Para isso, o ideal é manter todos os seus rendimentos em uma mesma conta. 

As instituições costumam pedir um extrato referente aos últimos seis meses para comprovação de renda, por isso é importante se organizar. Além disso, manter a movimentação da conta também é essencial para que o extrato bancário seja um documento válido na comprovação de renda.

Muitas vezes o extrato emitido no caixa eletrônico não é aceito pela instituição financeira, mas existem outras maneiras bem simples de consegui-lo e evitar problemas com a documentação para financiamento imobiliário. Você pode solicitar o documento ao gerente do seu banco ou ainda emiti-lo diretamente pela internet.

2. Imposto de Renda

Muitos trabalhadores autônomos fazem parte do grupo que é isento da contribuição do Imposto de Renda, mas a declaração anual é muito importante para manter seus dados atualizados na Receita Federal.  

A atualização desses dados na Receita Federal dá acesso ao banco sobre toda a movimentação da sua vida financeira no ano anterior, possibilitando a comprovação de renda e também a análise de crédito para o financiamento imobiliário de uma maneira bastante prática. Como o documento é referente ao ano anterior, pode ser que o banco solicite a apresentação de alguma comprovação complementar mais recente. 

Vale lembrar que nem todo o banco aceita o IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física) como comprovante de renda, portanto não deixe de confirmar essa possibilidade antes. Caso o documento não seja aceito, utilize uma das outras opções sugeridas nessa lista.

3. Recibos E Contratos

Como você trabalha de forma independente, sabe que é necessário ter uma maneira de formalizar o serviço realizado. Para isso, lembre-se de fazer um recibo todas as vezes que receber o pagamento de um cliente e peça para a pessoa responsável assinar, oficializando o comprovante.

Outro fator importante: faça um contrato do serviço prestado, formalizando mais uma vez o que você recebeu do cliente e quais foram os serviços oferecidos para ele. Essas documentações ajudam e muito na hora de comprovar a sua renda. 

Caso você utilize o RPA (Recibo de Pagamento Autônomo), não deixe de guardar as guias de recolhimento de impostos, pois elas podem ser solicitadas em algumas linhas de financiamento imobiliário.

4. Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (Decore)

Há também a Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos, também conhecida como Decore. Esse é um documento emitido por um profissional contábil, com registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC), justamente para servir como comprovante de renda autônomo.

Esse documento facilita muito o dia a dia de quem não tem carteira assinada ou tem dúvidas de como comprovar a renda efetivamente. No entanto, é preciso atualizá-lo com determinada frequência, para que não fique sem validade.

SAIBA O QUE FAZER PARA FACILITAR A COMPROVAÇÃO DE RENDA

Existem algumas ações que podem facilitar ainda mais o processo de comprovação de renda para os trabalhadores autônomos e nós vamos te contar quais são elas. 

Acompanhe a seguir:

1. Tenha uma conta bancária

O importante nessa hora é você conseguir fazer um controle do fluxo de dinheiro que recebeu dos clientes. Para isso, a conta bancária pode ser uma grande aliada e ainda te ajudar na comprovação de renda. 

Além do controle pessoal, você poderá comprovar sua renda com o extrato bancário, como já explicamos aqui neste conteúdo. Mas lembre-se de ficar atento a um detalhe: a conta precisa estar ativa há pelo menos seis meses e em movimentação sempre para que o banco consiga comprovar o uso dela, ok?

2. Regularize restrições

Você precisa estar atento com as restrições envolvendo o seu CPF antes de solicitar um financiamento imobiliário, por exemplo.

Para isso, basta conferir o site do Serasa e verificar sua situação. Lá você encontra diversas informações, desde a existência de dívidas até as oportunidades de negociação disponíveis.

Se você tem alguma dívida, é preciso regularizar a situação antes de prosseguir com o processo e garantir a sua aprovação. 

Ainda no Serasa você pode encontrar outra informação muito importante, o seu Score. Ele funciona como uma pontuação de crédito e indica às instituições financeiras o seu comportamento como consumidor, considerando principalmente seu histórico de pagamentos.

Quanto mais alto for o seu Score, mais fácil será conseguir o seu financiamento. Uma boa pontuação pode até render melhores condições nos empréstimos em algumas instituições bancárias, por isso é importante manter as contas em dia.

3. Formalize seu trabalho

Ter um trabalho formalizado ajuda muito na hora do processo de comprovar a renda e fazer isso é muito mais simples do que parece.

Se você é autônomo, pode abrir sua própria empresa com o MEI (Microempreendedor Individual), por exemplo.

A melhor parte é que você nem vai precisar sair de casa para fazer isso: basta acessar o Portal do Microempreendedor Individual e fazer o seu cadastro. Com a plataforma MEI Fácil você ainda consegue verificar todos os seus dados com Pessoa Jurídica, acompanhar e realizar o pagamento da sua contribuição ao INSS e ainda encontrar várias dicas para facilitar a sua atuação como empreendedor. 

Além de formalizar as suas atividades, você consegue ter acesso a diversos benefícios como a aposentadoria, auxílio maternidade e auxílio doença. O MEI ainda possibilita a emissão de notas fiscais do serviço prestado para o cliente.

4. Verifique o cadastro positivo

O Cadastro Positivo tem a mesma função do Score: disponibilizar informações sobre o seu comportamento como consumidor para as empresas e instituições financeiras a fim de oferecer melhores oportunidades de crédito a você.

Apesar de seguirem esse mesmo objetivo, o Cadastro Positivo conta com algumas diferenças importantes.

Ao contrário do Score, que considera apenas seu histórico de pagamentos, o Cadastro Positivo leva em conta o seu comportamento de compras como um todo, focando principalmente nos pontos positivos.

Com ele passam a ser avaliados a pontualidade no pagamento de contas, as formas de pagamentos utilizadas por você, quitação de empréstimos e até mesmo contas de serviços como água, luz e telefone. 

Ativo desde 2013, o cadastro ganhou adesão automática recentemente, incluindo todos os brasileiros em seu banco de dados, portanto não é necessário preencher nada para fazer parte deste benefício: basta consultar seus dados no próprio site do Serasa, faça isso agora mesmo clicando aqui.

Vale lembrar que cada banco funciona de uma maneira diferente, por isso os comprovantes de renda aceitos podem variar entre as instituições. Agora você já conhece todas as opções disponíveis para trabalhadores autônomos, então basta perguntar qual delas é válida quando for escolher o seu financiamento imobiliário ou empréstimo.

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